Ex-diretor da CIA intimado a depor em processo por conspiração contra Trump

Ex-diretor da CIA intimado a depor em processo por conspiração contra Trump

O antigo diretor da CIA John Brennan foi intimado a depor perante um grande júri no Estado da Florida, no contexto de uma investigação do Departamento de Justiça a uma alegada conspiração contra Donald Trump.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Kevin Lamarque - Reuters

Um dos seus advogados, Ken Wainstein, divulgou esta informação, acrescentando que Brennan é objeto de uma investigação separada por declarações consideradas falsas ao Congresso.

Wainstein tornou públicas estas informações quando apresentou a sua intenção de obter uma ordem judicial ao Departamento de Justiça para que este preserve todos os registos para a investigação.

Argumentou que estes documentos seriam uma "fonte fértil" de informação sobre a determinação do governo Trump em acusar Brennan, um seu destacado crítico, bem como necessários para a defesa contestar qualquer eventual processo ao ex-chefe da CIA, por inconstitucionalidade, ao decorrer de vingança e abuso de poder.

"A realidade é que não há precedente para esta situação", afirmou Wainstein, realçando a natureza extraordinariamente inusitada do seu pedido de preservação de documentos. "Passei décadas dentro e à volta do Departamento de Justiça. Nunca sequer concebi uma situação destas", na qual o Departamento "está a tentar acusar alguém por um crime que é uma ficção completa".

Ao apresentar o seu caso no tribunal, o advogado apontou o que considerou ser o método "escolha de juízes" pelo Departamento de Justiça, as ordens de Trump para perseguir adversários como Brennan e a substituição de procuradores que levantem reservas, dúvidas ou preocupações com as ordens.

"Há aqui muitas coisas dissimuladas", denunciou.

A intimação foi apresentada na quinta-feira e requer a presença de Brennan em 15 de outubro, em Fort Pierce. Este é o tribunal de um juiz nomeado por Trump, que em 2024 rejeitou uma acusação do Departamento de Justiça a Trump de reter ilegalmente documentos classificados na sua propriedade em Mar-a-Lago.

 

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